segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A história da cultura econômica do candomblé foi o assunto da 6ª rodada dos Encontros da Tradição Oral

Mais um encontro enriquecedor no Matamba Tombenci Neto
6ª rodada dos ETOs | foto: Flávio Rebouças
A Organização Gongombira, através do projeto Mãe Ilza Mukalê II: Música, identidade e memória (MIM II), realizou no dia 07 de novembro a 6ª rodada dos Encontros da Tradição Oral no Candomblé Angola-Congo (ETOs). Para colaborar com o evento Mãe Ilza convidou o professor Flávio Gonçalves, doutor em História, para discutir a histórica relação entre o candomblé e a economia.

Profº Flávio Gonçalves e Mãe Ilza | foto: Flávio Rebouças
Partindo do tema "Cultura, Mercado e Candomblé" Mãe Ilza relatou casos que contextualizavam a cumplicidade e as divergências existentes entre os comerciantes dos artigos utilizados no candomblé e os candomblecistas. Já o profº Flávio Gonçalves discorreu sobre as questões que favoreceram ou dificultaram esta relação, inclusive a importância deste mercado para a manutenção do elo entre o Brasil e a costa oeste da África.
6ª rodada dos ETOs | foto: Flávio Rebouças
Os Encontros da Tradição Oral acontecem desde o mês de outubro no Terreiro Matamba Tombenci Neto em Ilhéus e continuarão durante o mês de novembro, sempre às sextas. O projeto MIM II conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e com a UESC, o Teatro Popular de Ilhéus, o Bloco Afrocultural Dilazenze e a UNIRIO como instituições parceiras.
  
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

"Cultura, Mercado e Candomblé" é o tema do 6º Encontro da Tradição Oral no Matamba Tombenci Neto

Profº Flávio Gonçalves
Abrindo as atividades do Mês da Consciência Negra no Terreiro Matamba Tombenci Neto, o projeto Mãe Ilza Mukalê II: Música, Identidade e memória (MIM II) convida o Profº Flávio Gonçalves para participar da 6ª rodada dos Encontros da Tradição Oral no Candomblé Angola-Congo (ETO). Flávio Gonçalves é doutor em História, autor do livro "Economia e Cultura do Candomblé na Bahia: o comércio de objetos litúrgicos afro-brasileiros" e professor na Universidade Estadual de Santa Cruz.

Com o tema "Cultura, Mercado e Candomblé", a proposta é que Mãe Ilza e Flávio Gonçalves discorram sobre os "aspectos culturais presentes nas trocas comercias envolvendo produtos utilizados no culto aos orixás".

O Encontro da Tradição Oral será realizado no Matamba Tombenci Neto e começará  às 18 horas do dia 07 de novembro (sexta). Os encontros acontecerão todas as sextas do mês de novembro e sempre aberto ao público.

Os ETOs ,fazem parte do projeto MIM II e são realizados pela Organização Gongombira de Cultura e Cidadania com o apoio financeiro da SECULT-BA e como os apoios institucionais da UESC, do Teatro Popular de Ilhéus, da UNIRIO e do Bloco Afro Cultural Dilazenze.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mãe Ilza e Ruy Póvoas celebram a história de seus ancestrais no Encontro da Tradição Oral

 Muitos sambas antigos foram relembrados por Mãe Ilza e Ruy Póvoas
foto: Flávio Rebouças

Foi na forma de causos e num clima de sambas de roda que Mãe Ilza Mukalê e o babalorixá Ruy Póvoas fizeram da 5ª rodada dos Encontros da Tradição Oral no Candomblé Angola-Congo (ETO) a representação da alegria e da valorização da religião de matriz africana. O tema discutido foi "Iyá Tidu e Menjingã: O candomblé e a escravidão no Engenho de Santana", sendo Iyá Tidu avó de Mãe Ilza e Mejigã bisavó de Ruy Póvas. 
5ª rodada dos ETO | foto: Flávio Rebouças
As duas ancestrais, Yiá Tidu e Mejigã, que viveram na região do histórico Engenho de Santana, foram lembradas por protagonizarem atos de resistência étnica e religiosa no período escravocrata em Ilhéus.
A 5ª rodada dos Encontros da Tradição Oral aconteceu no Terreiro Matamba Tombenci Neto, no dia 31 de outubro (sexta), e reuniu um público interessado em conhecer um pouco mais sobre a história da região a partir da oralidade. O evento faz parte das atividades do projeto Mãe Ilza Mukalê II: Música, identidade e memória (MIM II). 

O projeto MIM II também oferece o Curso de Formação e Qualificação de Agentes Culturais, que oferece oficinas, laboratórios artísticos e vivências, colaborando na formação de jovens moradores de comunidades negras e de terreiro. Nos dois dias seguintes à 5ª rodada do ETO os jovens estudantes participaram da oficina de Confecção de Adereços, ministrada por Vane Rodrigues, e reencontraram-se com o Profº Vicenzo Cambria (UNIRIO) na perspectiva de construção da Pesquisa Participativa.
A realização do projeto Mãe Ilza Mukalê II: Música, identidade e memória é uma realização da Organização Gongombira, com o apoio financeiro da SECULT-BA e os apoios institucionais da UESC, UNIRIO, Teatro Popular de Ilhéus e Bloco Afrocultural DIlazenze.

Clique aqui e confira as fotos do 5º ETO